Turista aluga imóvel por R$ 4,4 mil para o carnaval de Salvador e descobre golpe: ‘Não existia apartamento’

Pernambucano descobriu que anúncio era falso quando foi pessoalmente ao endereço informado no site de aluguel.

Um professor pernambucano caiu em um golpe ao alugar um apartamento em Salvador para a temporada de carnaval em um site de anúncios. A vítima chegou a pagar R$ 4,4 mil antecipados para garantir a oferta, mas descobriu que o anúncio era falso.

Na oferta online estava um imóvel com dois quartos, de número 308, no bairro da Barra, perto do local onde passam os trios do circuito Dodô (Barra – Ondina). O valor pela contratação por 9 dias era de R$7 mil. O professor Júlio Ramos gostou da proposta e começou a negociação com a suposta proprietária à distância.

Júlio só percebeu que era um anúncio falso quando esteve em Salvador, no mês de dezembro do ano passado, e foi até o endereço do anúncio. Como só tinha um apartamento por andar, ele descobriu que a residência de número 308 não existia.

“Tinha uma senhora limpando o primeiro andar. Eu perguntei a ela quantos apartamentos tinham por andar, e ela respondeu só um. Com o sumiço que a [suposta] proprietária deu, [vi que] não existia o apartamento que ela tinha indicado. Aí eu percebi o golpe”, afirmou Júlio Ramos.

Para Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet, é importante monitorar anúncios online antes da contratação.

“A gente pode utilizar a própria internet para saber mais informações, para saber quem está fazendo a oferta. Então, dê preferência a aplicativos especializados em intermediar o aluguel de imóveis. Se você usa a plataforma, você garante que você tem primeiro a avaliação da reputação de quem está oferecendo o imóvel”, pontuou Nejm.

Uma outra possibilidade é consultar o endereço do imóvel em outros sites, pedir foto da escritura na hora da negociação, registrar negociação no e-mail e não fazer depósito integral de forma antecipada.

A polícia não sabe quantos golpes desse tipo existem em Salvador, mas em uma consulta em um dos sites de reclamações é possível encontrar, ao menos, 97 reclamações de aluguel por temporadas na região.

Para Consuelo Leal, diretora do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci/Bahia), exigir uma minuta do contrato é uma boa forma de não cair em golpes desse tipo.

“[É preciso] Exigir uma minuta do contrato, com todas as cláusulas e garantias para certificar de que está fazendo uma locação ou negociação idônea, para que evite cair no golpe”, pontuou.

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